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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A Viagem

São muitas as viagens que fazemos anualmente, a vida profissional assim o exige, mas sempre que podemos viajamos também por lazer. Por uns dias, menos do que aqueles que gostaríamos, somos nós os turistas.
Se ANTES de Santiago fazíamos anualmente uma de longo curso  e outra mais género city break, DEPOIS de Santiago já passamos pela fase de stand by e já o iniciamos nestas lides ainda que de maneira muito soft.
Como bom Algarvio, a primeira viagem foi, pois bem, a Huelva. Aqui mesmo ao lado, e não deixa de ser estrangeiro, lá partimos para uma viagem de umas horas com o objectivo de fazer umas comprinhas no comércio local.
A segunda, um teste, ainda que escolhido a dedo foi aos Açores. 20 meses de idade e 4 dias que correram muito bem.
A terceira, a tão aguardada viagem a Marrocos. Exige uma logística completamente diferente. São 10 dias num conceito tão diferente de viagem como uma expedição de jipe.
Gostamos de  fazer TT e não equaciono esta viagem sem ele. Primeiro porque não quero tirar 10 dias de férias sem ele, depois porque ele adora andar de jipe, e também porque desta vez todos levam os miúdos.
É assustador? É. Não pela ideia pre-definida que hoje temos de Marrocos dado o panorama mundial (isso sinceramente é o que me preocupa menos), mas pelos cuidados e logística a ter em conta antes da partida. O maior desafio? A alimentação. Como posso programar refeições minimamente saudáveis sem a oportunidade de cozinhar convenientemente, sem poder comprar produtos frescos, pelo menos todos os dias e  querendo evitar comida de rua ou restaurante? Vai exigir grande planificaçao e algumas ideias originais.
Já entrámos em fase de testes. Que vou contando a pouco e pouco nas semanas que antecedem A Viagem.
Objectivo principal: 0 gastros, 0 diarreias e muita muita diversão.

 
 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Ireland Trip - Hoteis

Voltando 3 semanas atras. Mais uma viagem de trabalho. Desta vez uma ida à Irlanda por 3 dias.
Fomos os 2. O S. ficou bem entregue, como sempre, e eu completamente descansada mas claro, de coração apertado.
Voltei à Irlanda 5 anos depois e tive uma perspetiva completamente diferente. De uma cidade, Dublin, que não tinha sequer despertado interesse regressei desta vez com a sensação que será um bom destino para umas férias.
Já aqui disse que esta profissão pode levantar falsas expectativas para quem nos lê ou ouve. A realidade é que estamos em muitos sítios, conhecemos muitas coisas mas quase nunca de forma profunda. Quando temos tempo normalmente é de noite, está tudo fechado. Por isso costumo dizer que das viagens que faço em trabalho o que mais conheço são hotéis e restaurantes. Não há tempo para mais. Sinto que estou constantemente em transito.
Nesta viagem fiquei em 2 hotéis. Um em Dublim, outro em Cork.
Não é habito ter grandes expetativas nos hotéis destes destinos. Sabendo que não fico, por norma em hotéis 5 estrelas e trabalhando na área, a hotelaria nacional, no geral, supera em quase tudo os das mesma categoria por essa Europa fora. Mas por vezes há surpresas.
Em Dublin fiquei no Westbury Hotel, da Doyle Collection. Modernos mas ao mesmo tempo conservador na sua decoração, este hotel é um dos poucos de que tenho referencia de que nada há a apontar. Áreas comuns e quartos espaçosos, salas de reunião com luz natural, staff muito disponível e pequeno almoço muito variado. Este ultimo do qual costumo ser bastante critica. Adoro um pequeno-de hotel que ofereça variedade.
Pela primeira vez precisei da ajuda de manutenção do Hotel para "arrombar" a minha própria mala. Já me aconteceu um pouco de tudo com a bagagem mas esta nunca.


 
 
Cheguei a Cork no dia seguinte após 4 horas de viagem de autocarro. Se por um lado me fez lembrar as excursões de escola por outro foi o tempo para absorver o que via. Uma imensidão de campos verdes, quintas e um pequeno castelo ou outro pelo caminho. Fez-me lembrar um pais muito rural que no meu imaginário, bem podia ser a terra onde habitavam Hobbits.
Fiquei no Clarion Hotel, um simpático 4 estrelas muito bem localizado, junto ao centro da cidade e próximo da saída  para o aeroporto. Um hotel de cidade que não impressionou mas serve bem o propósito de um cliente de negócios.
 

Saí bem cedo rumo ao aeroporto. O pequeno-almoço, que eu tanto gosto ainda não tinha começado. Mas tratei-me bem. Não sai da Irlanda sem comer um tradicional Irish Breakfast. Fiquei alimentada para o resto do dia.


É tempo de voar até casa. Até à próxima vigem fica o sentimento, mais uma vez, de dever cumprido.

 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

(Des)aparecida

A ultima semana foi de grande ansiedade e que motivou o meu desaparecimento. Tirando as férias de Verão acho que nunca tinha estado tanto tempo sem escrever, ou pelo menos vir aqui dizer apenas bom dia.
No Domingo, dia 02, o S. fez 15 maravilhosos meses que coincidiram com a minha primeira saída profissional. Londres marcava o meu regresso a estas lides. Quase 2 anos passaram desde a ultima viagem estava eu grávida de quase 5 meses. E volto precisamente a Londres, cidade que será sempre especial e que marca, de certa forma, a existência do S. que foi carinhosamente tratado por "baby London" enquanto não soubemos o sexo. Mas marca também a primeira separação! A primeira vez que tive de deixar o S. para ir trabalhar, longe de casa. Por apenas 2 dias mas para mim tanto tempo sem estar ao lado dele. Foram dias angustiantes, uma lágrima aqui, outra ali, um sentimento de ansiedade que ele tão bem percebeu. Nos dias que antecederam a viagem ele não me largava. Não podia perder-me de vista que ia logo atras de mim. Agarrava-se ás minhas pernas. E eu também tinha necessidade de estar mais agarrada a ele.
Sair de casa foi surreal, pela primeira vez tive medo de não voltar! Passa-nos tudo, mas mesmo tudo pela cabeça. Tudo tem outra dimensão, até uma pequena turbulência sentida no avião.
Ele ficou bem entregue aos avós paternos. O papá também foi para Londres. No nosso caso não é um mas sim os dois com vidas profissionais que nos obrigam a viajar. Por isso acredito que só não me custou mais ainda porque tinha a companhia do H.
Durante o tempo de trabalho, foi bom o regresso. Soube bem reencontrar as pessoas, sentir a azafama da feira e das reuniões marcadas, comer as sandes do costume ao almoço, e os colegas de área notarem o nosso regresso, sair à noite para jantar e sentir o espirito cosmopolita tão próprio de Londres. Até a temperatura, este ano tão amena, ajudou a desfrutar mais deste tempo fora!
Foi bom, porque desta vez não andei nas compras para mim mas para o S. e já deu para sentir o espirito Natalício pois as ruas já estão todas decoradas assim como as lojas e as montras. Não tive muito tempo mas deu para passar na GAP e na Hamleys (Regent Street), este ultimo um mundo mágico de brinquedos para os miúdos mas que delicia os graúdos também.
Da GAP trouxe-lhe um conjunto de cachecol e luvas que ele ainda não tinha para o Inverno e uma T-shirt para os dias de ginástica. Fiquei maravilhada com a coleção de bebé. Linda, linda! Parte da coleção já tinha descontos mas o S. já está bem servido para esta estação e acabei por não aproveitar.
No Hamleys tive de fazer um esforço para não perder a cabeça e comprei-lhe o primeiro Playmobil, um guarda real londrino, que dificilmente encontraria cá, o primeiro livro em inglês, A lagarta comilona que faz parte do plano nacional e de leitura e, o meu presente favorito, um guarda chuva que quando está molhado muda de cor. Não resisti!

 
 
Regressei na Terça à noite e só escrevo hoje porque temos andando a matar saudades. Agarradinhos como namorados, com muitos mimos a pôr em dia.
 


Regent Street - O Algarve levou o Sol para Londres ;)

Hamleys

Interior do Hamleys que explica porque é muito fácil perder a cabeça.