Nao ha melhor maneira de começar o dia com umas belas fatias douradas. Adoro os fins de semana no Alentejo.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
E faz hoje 1 ano
O tempo passa tão rápido que chega a ser estonteante. Há precisamente 1 ano atras ficava a saber que vinha aí um príncipe. Sim um príncipe!
Sempre adorei folhos, saias, laços, vestidos e purpurinas. Unhas pintadas, barbies e um mundo cor de rosa que partir deste feliz dia seria trocado pela cor azul.
O meu feeling desde que soube que estava gravida era que esperava um baby boy e mesmo quando eu tentava falar no feminino a minha intuição sempre me disse que eu estava errada, e estava. Não vinha aí uma Maria, mas sim um Santiago.
E tive de mergulhar no mundo desconhecido, para mim, dos rapazes. Dos calções, das camisas, das bolas de futebol, dos carrinhos. E descobri um mundo de coisas lindas para rapazes! Afinal não existem só coisas de princesas, existem coisas de príncipes também.
E que príncipe! O Meu! Lindo! Cheiroso! Meigo! Doce! Meu! Meu! Meu.
Adoro ser mãe de um rapaz. Podia ser de outro. E...o cor de rosa continua a ser a minha, lá em casa :)
Há um ano atras eu soube que vinha aí um príncipe e hoje já dou a primeira pápa a esse príncipe.
Se é a melhor coisa da vida? É tudo e muito mais do que eu podia imaginar.
Yes, i'm completely IN LOVE
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Infantário
Eis um artigo curioso para acalmar a ansiedade dos pais que têm de deixar os seus filhotes no infantário. Parece que o S. está no grupo dos que se adaptam mais facilmente, por serem os mais pequeninos. Nem tudo é mau, então.
O artigo fala de uma nova etapa. Tudo bem. Mas não fala do quão angustiante é para os pais deixarem lá os seus filhos! É um mal necessário? É. É importante para o seu desenvolvimento? Sem duvida.
Durante meses a palavra infantário foi quase que banida lá de casa para evitar que eu fosse ás lágrimas quando me apercebi que essa seria uma realidade que estaria para breve.
tentei ver sempre o lado positivo da questão e valorizar as recordações que eu própria tinha do infantário, que são excelentes. Adorei o meu infantário, as atividades que lá desenvolvia, as educadoras, os colegas, enfim tudo ou quase tudo pois lembro-me que me obrigavam a comer a sopa coisa que eu detestava. :)
Mas pensar em deixar o S. um dia inteiro ao cuidado de outras mãos que não as minhas, foi atormentador. Tão pequenino, sem saber manifestar-se se dói, se tem frio, fome ou sono parecia-me uma odisseia para alguém que iria tomar conta dele e que dele nada sabia. Eu sim sabia interpretar cada choro, cada som, eu sim conhecia-o.
A adaptação correu bem para ambos pois eu sabia que passado umas horinhas iria busca-lo mas quando no dia 20 de Janeiro me apercebi que a partir daquele dia era a valer, fiquei destroçada! Aquele dia em que eu tive de me separar do S. por mais tempo. que mesmo que tivesse saudades não poderia sair para ir busca-lo. A sensação que tive foi tê-lo deixado num "depositário". Sim porque ele só está lá aos 5 meses e meio porque eu tive de voltar ao trabalho e não pude ficar com ele, por isso para mim fazia sentido ser um "depositário" onde eu depositava o meu filho durante aquelas horas em que não podia ficar com ele. Dá para perceber que passei o dia inteiro a chora ou de lagrima no olho.
No dia seguinte foi um bocadinho menos difícil e nos que se seguiram também. Foi muito importante dia após dia encontra-lo sempre bem disposto, deixá-lo lá sorridente quando via as educadoras. Foi fundamental a empatia que tive com as educadoras pois tornou-se mais fácil confiar quando lhes entrego o MEU filho e menos ansiedade me causa.
Já passaram quase 2 semanas de infantário e noto que ele está bem e é bem tratado. Sei que, por muito que me custe, tomei a opção certa de pô-lo no infantário tão cedo.
O que dói é a separação. A segunda grande separação, depois do parto, daquele pequeno ser que mal chegou tomou a nossa vida por completo. Os últimos 5 meses e meio tinha sido de puro encanto e aventura e estávamos tão bem dentro da bolha que é a licença de maternidade que custa sair dela para voltar à realidade.
Hoje já aceito bem a ida dele para o infantário mas não deixo de sentir aquele apertozinho por não estar com ele. Não são só eles que são dependentes de nós. Por vezes são precisas estas "separações" para compreendermos que também nós somos muito dependentes deles. E isso é que dói.
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
I´m back
Perdoem-me a ausência mas não sou daquelas pessoas que consegue fazer tudo e mais alguma coisa + atualizar um blogue, pelo que me fiquei pelo tudo e mais alguma coisa.
A licença de maternidades já era e as ferias de 2013 também já foram.
Estou a entrar na minha segunda semana de trabalho e agora sim, estou preparada para voltar. Foi difícil não vir aqui mas muito mais difícil era pensar que deixaria o meu príncipe por uns minutos! E ainda é.
Mas...i´m back
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Bem-vindo Santiago
Uns dias mais tarde do que o previsto e o príncipe Santiago presenteia-nos com a sua chegada no dia 02 de Agosto, sexta-feira, pelas 18h27 com 3120gramas e 49 cm.
Naquela que seria uma tarde, aparentemente, normal depois de uma manha passada na praia, fui ao HPA fazer mais um CTG pois o rapaz teimava em não querer nascer. Uma vez que não tinha contrações e estava perto da data limite para indução do parto e após conversa e analise com a minha médica, decidimos então avançar para o parto.
Clinicamente com uma bacia estreita e com o colo do útero a 2 cm, dificilmente o Santiago nasceria de parto normal. Eram 16h47 quando decidimos avançar com a cesariana.
Fui invadida por um nervoso miudinho que foi crescendo à medida que se aproximava a hora. Apetecia-me rir e chorar aos mesmo tempo. Por um lado estava breves instantes de conhecer aquele que já era o AMOR da minha vida, por outro sabia que seria a nossa primeira separação e receei pela primeira vez não estar à altura deste desafio tão importante e grandioso que é a maternidade.
Começaram as preparações para a minha ida para o bloco. Quando lá cheguei, pela mão da enfermeira com a qual fiz o curso de preparação para o parto, tinha à minha espera toda a equipa que me ajudaria a trazer o Santiago ao mundo. Foi-me explicado tim tim por tim tim e a viagem para conhecer o Santiago começou.
Nunca antes tinha estado num bloco operatório e saber que tinha o H. comigo tranquilizou-me imenso. A atenção e naturalidade da equipa médica e de enfermagem também foi fundamental. Foi tudo muito rápido e cerca de 20 minutos depois de ter entrado para o bloco ouvia o primeiro choro do Santiago ao mesmo tempo que se ouvia Calvin Harris - Feel so close. Pertinente.
Passados alguns minutos o H. trouxe o nosso filhote e assim que olhei para ele tive a certeza de que já o conhecia desde sempre!
Chorei de alegria quando o ouvi chorar pela primeira vez, chorei de alegria quando o vi. Aquele ser pequenino, de farto cabelo preto e olhos azuis e curiosos era meu. Sim eu acabava de ser mãe, logo eu que ainda me sentia tão filha, tao necessitada de proteção dos meus progenitores. Não pude, contudo, deixar de sentir uma certa angustia por o meu bebé já não estar comigo, no meu T0 e agora a minha missão era protege-lo.
E foi assim que no dia 02 de Agosto, começou uma linda história de amor.
Naquela que seria uma tarde, aparentemente, normal depois de uma manha passada na praia, fui ao HPA fazer mais um CTG pois o rapaz teimava em não querer nascer. Uma vez que não tinha contrações e estava perto da data limite para indução do parto e após conversa e analise com a minha médica, decidimos então avançar para o parto.
Clinicamente com uma bacia estreita e com o colo do útero a 2 cm, dificilmente o Santiago nasceria de parto normal. Eram 16h47 quando decidimos avançar com a cesariana.
Fui invadida por um nervoso miudinho que foi crescendo à medida que se aproximava a hora. Apetecia-me rir e chorar aos mesmo tempo. Por um lado estava breves instantes de conhecer aquele que já era o AMOR da minha vida, por outro sabia que seria a nossa primeira separação e receei pela primeira vez não estar à altura deste desafio tão importante e grandioso que é a maternidade.
Começaram as preparações para a minha ida para o bloco. Quando lá cheguei, pela mão da enfermeira com a qual fiz o curso de preparação para o parto, tinha à minha espera toda a equipa que me ajudaria a trazer o Santiago ao mundo. Foi-me explicado tim tim por tim tim e a viagem para conhecer o Santiago começou.
Nunca antes tinha estado num bloco operatório e saber que tinha o H. comigo tranquilizou-me imenso. A atenção e naturalidade da equipa médica e de enfermagem também foi fundamental. Foi tudo muito rápido e cerca de 20 minutos depois de ter entrado para o bloco ouvia o primeiro choro do Santiago ao mesmo tempo que se ouvia Calvin Harris - Feel so close. Pertinente.
Passados alguns minutos o H. trouxe o nosso filhote e assim que olhei para ele tive a certeza de que já o conhecia desde sempre!
Chorei de alegria quando o ouvi chorar pela primeira vez, chorei de alegria quando o vi. Aquele ser pequenino, de farto cabelo preto e olhos azuis e curiosos era meu. Sim eu acabava de ser mãe, logo eu que ainda me sentia tão filha, tao necessitada de proteção dos meus progenitores. Não pude, contudo, deixar de sentir uma certa angustia por o meu bebé já não estar comigo, no meu T0 e agora a minha missão era protege-lo.
E foi assim que no dia 02 de Agosto, começou uma linda história de amor.
Desaparecida em Combate
Muitos poderiam ser os títulos de filmes para marcar o meu regresso à blogosfera mas preferi o "elementar, meu caro" que poderei esmiuçar cada palavra.
Desaparecida - sim desapareci ao longo de 4 meses para ser única e exclusivamente mãe e não, não voltei porque me fartei. Voltei porque isto da maternidade é muito melhor do que eu pensava e se eu digo...
É verdade que as prioridades se alteraram, que já não sou dona do meu tempo, que não consigo, por mais que tente, fazer tudo aquilo de que gosto, por isso resolvi tirar ferias do mundo e dedicar-me ao S.
Volto porque hoje ainda tenho mais vontade de partilhar o que sinto e o que vivo que é comum a tantas mães e que poderá ajudar a esclarecer algumas duvida das que estão para ser.
Combate - sempre no bom sentido da palavra, claro, mas a maternidade é uma guerra! É uma guerra interior de sentimentos, medos, preocupações. É uma guerra quando saímos do conforto da maternidade e nos deparamos com os desafios de cuidar de um bebé sem a proteção dos profissionais que nos acompanharam nos dias de internamento. É uma guerra entender, na primeira semana, porque é que choram - será fome, fralda suja, cólicas, apenas gases, frio, calor, sono...? É uma guerra não acordar a cada suspiro deles. É uma guerra satisfazer as necessidades dele por tentativa-erro...enfim, é uma guerra!
É uma guerra que eu adoro e que não mudaria nada, por isso estou de volta :)
Desaparecida - sim desapareci ao longo de 4 meses para ser única e exclusivamente mãe e não, não voltei porque me fartei. Voltei porque isto da maternidade é muito melhor do que eu pensava e se eu digo...
É verdade que as prioridades se alteraram, que já não sou dona do meu tempo, que não consigo, por mais que tente, fazer tudo aquilo de que gosto, por isso resolvi tirar ferias do mundo e dedicar-me ao S.
Volto porque hoje ainda tenho mais vontade de partilhar o que sinto e o que vivo que é comum a tantas mães e que poderá ajudar a esclarecer algumas duvida das que estão para ser.
Combate - sempre no bom sentido da palavra, claro, mas a maternidade é uma guerra! É uma guerra interior de sentimentos, medos, preocupações. É uma guerra quando saímos do conforto da maternidade e nos deparamos com os desafios de cuidar de um bebé sem a proteção dos profissionais que nos acompanharam nos dias de internamento. É uma guerra entender, na primeira semana, porque é que choram - será fome, fralda suja, cólicas, apenas gases, frio, calor, sono...? É uma guerra não acordar a cada suspiro deles. É uma guerra satisfazer as necessidades dele por tentativa-erro...enfim, é uma guerra!
É uma guerra que eu adoro e que não mudaria nada, por isso estou de volta :)
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