segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Descobres que és mãe quando...

Ao contrario do outros, este post tem vindo a ser construído há já algum tempo. Fiz questão de registar todas as situações engraçadas e um tanto constrangedoras para mim, enquanto mãe e mulher. É uma brincadeira que me divertiu muito e que começou com o ponto numero 1.
Descobres que é mãe quando:
 
1- Estás no meio de uma reunião, olhas as horas, e vês que o teu Eletta lindo e brilhante está cheio de sopa.
 
2- O teu filho come demais e pensas que vai ficar gordo.
 
3- O teu filho come de menos e tu pensas que tem algum problema porque se mantem no percentil 25 de peso.
 
4- O teu filho dorme pouco e tu pensas que é hiperativo.
 
5- O teu filho dorme demais e tu vais lá ver, várias vezes, se ele está a respirar e pensas que tanto sono não é normal.
 
6 - Fazes várias tentativas para sair de casa e quando consegues, esqueces-te do mais importante, a chucha!
 
7- Colocas o carrinho de passeio na bagageira do carro e quando te dobras ficas, de repente, com a blusa toda molhada, e pior, com pessoas a assistirem. Então lembras-te que as conchas recolectoras de leite têm 3 furos na parte superior e constatas que acabaste de levar um banho de leite! (Esta só achei graça uns bons meses depois do sucedido)

8- O teu filho atira-se para o chão, pela primeira vez, no supermercado e tu sorris, ajudas a levantá-lo e a distrai-lo pensando incrédula "Oh meu Deus, o meu também é destes".
 
9- Abres a tua mala e no meio das tuas coisas tens 1 ben-u-ron, fenistil gel, 1 pacote de bolachas, toalhitas e 1 chucha.
 
10- No teu carro encontras sempre bolachas e toalhitas usadas (e não estamos a falar da bagageira)

11 - Fazes questão de participar na festa de Natal da Creche do teu filho, mesmo sabendo que cantas mal e sempre consciente de que aqui a uns anos ele pode virar-se para ti e fazer comentários sobre as figuras que fizeste.

12- Finges que não tens medo de trovoada para que o teu filho se sinta seguro.

13- Dás contigo a compreender perfeitamente a forma de agir da tua mãe.

14- Custa-te imenso a separação. E descobres que não é ele que não quer ficar na creche. Tu é que não o queres deixar!

15 - O teu coração de leoa dispara quando o vês perder uma disputa de um brinquedo.

16 - Dás por ti a pensar, onde tem ele o botão Off?

17- Constatas isto tudo, sorris e pensas o quão feliz és por conseguires ter isto tudo. E não queres que nada seja diferente.
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Desenvolvimento do Bebé nos primeiros 24 meses



Sem duvida que cada dia que passa é uma descoberta nova. Para ele e para mim também como mãe. São meses intensos no que tem de bom e menos bom mas cheios de um amor incomparável que nos enche o coração e tudo relativiza quando estamos ao pé deles. Nada é mais importante do que eles! Nada tem a dimensão que eles têm!
Esta embriagues de amor, é assim que eu me sinto, pode levantar-nos alguns problemas pois estamos tão apaixonadas por aquele ser que, inconscientemente, somos mais permissivas mesmo quando não o devíamos ser. E o papá padece do mesmo.
Cá em casa estamos no 17º mês com toda a energia para testar limites, para sobrepor personalidade, para demonstrar que não se gosta de ser contrariado, para ignorar conversas quando não convém ouvir as verdades, com o charme necessário para levar a água ao moinho dele, com inteligência para tocar nos nossos pontos francos.
Sim ele é um bebé apaixonante. É meu, e para mim o melhor de todos. Por isso e, sobretudo a partir daqui, vou precisar de manter-me num estado de amor permanentemente sóbrio para poder conduzi-lo bem no seu caminho e não ser ele a conduzir-nos a nós.
Parece fácil, mas não é. :)
 

 

 
alt


Do sorriso inicial à palavra e às frases. Do rebolar no berço ao gatinhar, ao andar e ao correr. Do olhar fixo no mobile do berço às brincadeiras cada vez mais elaboradas. Os primeiros dois anos do bebé são avassaladores em conquistas físicas e emocionais.

Desde que nasce, cada nova novidade ou proeza do bebé é recebida com um olhar enlevado, um sorriso rasgado e rapidamente registada pela máquina fotográfica ou pelo telemóvel. «Já tem um dente!», «começou ontem a andar!» ou «já diz tudo!» são frases repetidas por pais e restante família embevecida, que não cessa de se maravilhar com os progressos que se multiplicam ao longo dos meses.
De facto, os primeiros dois anos da criança correspondem ao maior ritmo de desenvolvimento físico e emocional que ela experimentará ao longo de toda a vida. Nunca mais vai crescer tanto em tão pouco tempo, ou adquirir tantas ferramentas mentais e sociais. A evolução é fantástica de observar mas, atenção, há que evitar cair na armadilha das comparações com primos, vizinhos ou filhos de amigos. Cada bebé é único, evolui à sua maneira e vai rebolar, gatinhar, andar e correr quando estiver preparado para isso.

1.º Mês
Corpo
•    Perto do final deste mês, perde a aparência de recém-nascido mas mantém as pernas dobradas em posição fetal.
•    Alguns já tentam erguer a cabeça.
•    A mão está fechada, como um punho. Mas agarra firmemente tudo o que lhe toque na palma da mão, por exemplo, o dedo de um adulto.
•    Começa a focar objetos e fica atento a tudo o que se move ou se aproxima a uma distância máxima de 25 cm. A face humana, em especial a da mãe, fascina-o.
Mente
•    Distingue a voz da mãe da de todas as outras pessoas.
•    No final do mês, imita os movimentos faciais que observa nos outros.


2.º Mês

Corpo
•    Deitado de barriga para baixo, já consegue levantar a cabeça num ângulo de 45 graus e mantê-la firme por segundos.
•    Descobre as mãos. Passa muito tempo a olhar para elas, tentando perceber como se mexem e sentem.
•    Alguns pegam em objetos sem ser por ato reflexo.
Mente
•    Sorri com frequência e abertamente quando lhe sorriem e aprende que se sorrir primeiro isso causa reações agradáveis por parte dos outros.


3.º Mês

Corpo
•    O corpo já não está dobrado sobre si próprio. As pernas estão esticadas e mais firmes.
•    Quando é levantado, estando virado para cima e segurado apenas pelas mãos, mantém a cabeça na linha do corpo sem apoio.
•    No final do mês, aprende a medir as distâncias e a coordenar as mãos e o olhar. No entanto, ainda não consegue agarrar objetos durante muito tempo.
Mente
•    Devolve quase sempre os sorrisos e emite sons como expressões de alegria.
•    Começa a querer responder às conversas e brincadeiras, emitindo sons e, se está feliz, dá pontapés no ar e agita os braços.
•    Começa a interessar-se muito pelos objetos e por tudo o que se passa à sua volta.
•    Tem períodos cada vez mais longos de vigília tranquila.
•    Fica fascinado ao descobrir a influência que tem nos outros.


4.º Mês

Corpo
•    Consegue virar-se de lado, de costas e rebolar. De barriga para baixo, ergue o corpo, apoiando-se nos antebraços.
•    Começa a tentar sentar-se.
•    Foca qualquer objeto, a qualquer distância, e segue com o olhar tudo o que lhe prende a atenção.
•    O reflexo de agarrar desaparece e as mãos estão quase sempre abertas. São o seu brinquedo preferido
Mente
•    Passa de uma fase passiva e contemplativa para uma atitude exploratória e interventiva.
•    Ri quando brincam com ele e começa a revelar sentido de humor. Dirige-se às pessoas que lhe falam.
•    Adora estar ao colo e de passear de um lado para o outro, para observar tudo o que se passa à sua volta.
•    Vira a cabeça para a origem dos sons e interessa-se ainda mais pelos objetos que lhe dão e leva-os à boca.
•    Na passagem para os cinco meses, reconhece momentos que já viveu, como a hora das refeições ou do banho.


5.º Mês

Corpo
•    Deitado de barriga para baixo, consegue erguer o corpo, apoiando-se nas mãos.
•    A cabeça mantém-se firme, embora o pescoço se canse com alguma facilidade.
•    Descobre os pés, que rapidamente entram nas brincadeiras. Alguns gostam muito de os chuchar.
•    Agarra objetos com as duas mãos e basta um relance para perceber as distâncias e que movimentos são necessários para obter algo.
Mente
•    Está atento a situações estranhas e é cada vez mais expressivo, manifestando emoções para além da alegria e contentamento: medo, repugnância e raiva.
•    Quando vê o seu reflexo no espelho, sorri para si próprio.
•    Detesta estar sozinho e adora brincadeiras, mexendo os braços e as pernas para chamar a atenção.


6.º Mês
Corpo
•    Deitado, rola em todas as direções e consegue sentar-se sem apoio durante alguns segundos.
•    É capaz de erguer parte do corpo só com a força dos braços.
•    A cabeça e o pescoço já estão tão firmes que consegue controlar os movimentos com toda a estabilidade e olhar na direção que quer.
•    Roda o pulso e consegue segurar um objeto entre o polegar e os dedos.
•    Começa a querer usar as mãos durante as refeições.
Mente
•    Agita-se quando alguém se aproxima e levanta os braços a pedir colo.
•    Mostra claramente preferência pelas pessoas conhecidas e desagrado em relação a estranhos.
•    Demonstra afeto por quem está com ele e faz sons específicos para chamar a atenção.
•    Passa largos momentos a palrar, sozinho ou em resposta a estímulos de terceiros.
•    Começa a fazer bolinhas de saliva e a divertir-se com isso.
•    Gosta de ver cair os objetos.
•    É possível consola-lo e/ou distraí-lo com brinquedos e pessoas.
•    Prefere determinados alimentos e distingue perfeitamente tudo o que lhe é familiar ou desconhecido.

7.º Mês

Corpo
•    Senta-se sem apoio, apesar de precisar de se inclinar para a frente para encontrar equilíbrio.
•    Agarra um objeto em cada mão e o polegar torna-se completamente oponível aos restantes dedos.
•    Para muitos, é nesta altura que aparece o primeiro dente, o que o leva a querer morder todos os objetos em que toca.
•    Quer comer sozinho e é capaz de levar pedaços de alimentos à boca.
•    Muitos começam a querer movimentar-se no chão. No entanto, o gatinhar não tem uma fase pré-determinada e pode acontecer semanas antes ou depois dos sete meses.

Mente
•    As vocalizações tornam-se reconhecíveis aos ouvidos dos mais próximos. Gosta de conversar e imita sons simples. Testa os níveis de ruído a que os gritos podem chegar.
•    A imitação dá-lhe grande prazer também ao nível dos gestos e gosta que o imitem.
•    Começa a ter consciência do seu nome e individualidade.
•    Reconhece estados emocionais de terceiros através do tom de voz.
•    Revela sinais de «ansiedade de separação».


8.º Mês

Corpo
•    A arte de se sentar sem qualquer auxílio está atingida.
•    Volta-se para os para os lados para tocar nas coisas.
•    Os dedos já são utilizados como uma pinça, o que lhe permite agarrar pequenos objetos.
•    Gosta que lhe deem as mãos e o ajudem a por de pé.
•    As tentativas para se deslocar sozinho são cada vez mais frequentes.
Mente
•    Começa a recusar alimentos quando sente que está satisfeito.
•    Tem um vasto reportório de choros e outros sinais sonoros, adaptados às suas diferentes necessidades.
•    Reconhece perfeitamente o seu nome e a palavra «não».
•    Gosta de atirar objetos ao chão e que lhe sejam devolvidos.
•    Concentra-se cada vez mais nos brinquedos e procura os que não estão ao seu alcance.
•    Brincar na água é um dos seus maiores prazeres.


9.º Mês
Corpo
•    Tem cada vez mais destreza manual e adora demonstrá-la, por exemplo enfiando os dedos em buracos.
•    É capaz de passar sozinho da posição de barriga para baixo para a posição sentada.
•    Para os que se aguentam em pé – mesmo se ainda não andarem – é possível que consigam apanhar alguns objetos sem caírem.
•    Explora cada vez as capacidades de locomoção, seja a gatinhar ou dando passos encostado às paredes ou aos móveis.
•    É capaz de estar largos minutos sentado, entretido com um brinquedo.
•    Consegue pegar em alimentos cada vez mais pequenos e é capaz de beber pelo copo.
Mente
•    Já entende muitas palavras e reconhece cantigas e lengalengas.
•    Pode dizer as primeiras palavras, passando de vocábulos simples e repetitivos como «ma ma» ou «pa pa» para outros cada vez mais complexos.
•    Concentra-se muito nos jogos e brinquedos e vira-os de todos os lados para os conhecer bem.
•    Quando um objeto está escondido, procura-o.
•    Exprime a sua vontade, por exemplo tentando impedir que lhe lavem a cara ou o calcem.

10.º Mês
Corpo
•    O controlo dos músculos dos joelhos e dos pés é cada vez maior, o que aumenta a confiança na direção dos primeiros passos.
•    Se o deixarem, sobe escadas a gatinhar.
•    Gosta que lhe segurem os dedos para se levantar e sentar.
•    Consegue segurar dois objetos ao mesmo tempo com uma mão. Largá-los é que é mais difícil. Também transfere objetos entre as duas mãos.
Mente
•    O significado da palavra «não» é-lhe completamente claro e pode começar a usá-la frequentemente.
•    Para além de treinar palavras e usar vocábulos cada vez mais complexos, começa a imitar outros sons como espirros ou tosse, muitas vezes para chamar a atenção.
•    A memória está em franco desenvolvimento. É capaz de formar imagens mentais de objetos familiares, mesmo estando escondidos e pergunta pelo brinquedo preferido, mesmo que não o aviste há algum tempo.
•    Reconhece as rotinas do quotidiano, tanto as que lhe dizem respeito como outras, por exemplo, a chegada da mãe ou do pai a casa.
•    Gosta de jogar ao esconde-esconde e de brincar abrindo caixas, metendo coisas lá dentro e voltando a abri-las.
•    Gosta de folhear livros e revistas e de ouvir ler. As cores vivas são as suas preferidas.

11.º Mês
Corpo
•    Quando alguém o ampara, consegue ficar só num pé.
•    A coordenação motora é cada vez mais sofisticada. Consegue apanhar todos os materiais, seja qual for a espessura, levar alimentos à boca sem derramar, dar e receber objetos.
•    Para além de utilizar móveis como apoio – caso ainda não ande – começa a tentar subir a cadeiras, bancos, mesas… As primeiras quedas acontecem geralmente nesta fase.
Mente
•    Revolta-se quando é contrariado e procura fazer valer as suas intenções.
•    Participa ativamente nas brincadeiras, imitando e repetindo gestos, mesmo a pedido. Exemplos: acenar, dizer adeus com a mão ou bater palmas.
•    Responde a pedidos simples e diretos como, por exemplo, «traz isso à mãe».
•    Começa a perceber que algumas palavras se relacionam com atos. Por exemplo, que «olá» e «adeus» significam que, respetivamente, alguém chegou ou se vai embora.


12.º Mês
Corpo
•    Em média, atinge o triplo do peso com que nasceu.
•    Pode comer os alimentos que são servidos ao resto da família, salvo indicações específicas.
•    Um bom número começa a dar os primeiros passos de forma autónoma, embora seja absolutamente normal que outros o tenham já feito e os restantes o venham a fazer umas boas semanas mais tarde.
•    Adora movimentar-se ao som da música.
•    Já não leva à boca tudo aquilo em que agarra.
•    Gosta de comer sozinho com a colher, embora ainda não seja exímio nesta função.
Mente
•    Faz tudo para que os adultos se riam e repete muitas vezes as «gracinhas».
•    Ri exageradamente daquilo que faz rir os outros, mesmo que não saiba o que é.
•    Começa a repetir os nomes que lhe dizem, em especial durante os momentos de leitura.
•    Diz «não» abanando a cabeça, mas é também capaz de o fazer só para se divertir.
•    Pode manifestar timidez ou mesmo receio de estranhos.
•    Partilha brinquedos ou objetos, mas só por breves instantes, exigindo rapidamente que os devolvam.
•    Compreende a utilização e a função de um número crescente de objetos e procura experimentá-los.
•    Testa a reação dos adultos aos seus comportamentos.


13.º Mês

Corpo
•    Com as capacidades locomotoras cada vez mais desenvolvidas, torna-se mais relutante em ser pegado ao colo.
•    Quando cai, a menos que fique magoado, levanta-se rapidamente e continua o que estava a fazer: a ir de móvel para móvel ou a andar.
•    É altura para usar sapatos adaptados a esta fase.
•    É um explorador nato, o que o torna particularmente suscetível a acidentes. É a altura de lhe vedar o acesso a alguns locais da casa.
•    Consegue largar cada vez mais rapidamente os objetos que tem na mão.
Mente
•    A memória está cada vez mais apurada.
•    A descoberta da relação causa-efeito está no auge e ele tenta experimentá-la sempre que pode, mesmo que isso signifique abrir e fechar uma gaveta dezenas de vezes seguidas.
•    Tenta, pela primeira vez, fazer amigos da sua idade, embora ainda seja difícil partilhar as coisas favoritas, sejam brinquedos ou colos.
•    Surgem as manifestações de teimosia e as birras, especialmente se é contrariado ou imobilizado.
•    Uma queda no apetite é habitual, já que as capacidades de autoalimentação levam a que as refeições sejam demoradas e, às tantas, a comida se torne menos apelativa.


14.º Mês

Corpo
•    Alguns experimentam andar de marcha atrás e rodopiar.
•    Domina a arte de empurrar ou puxar objetos ao mesmo tempo que anda.
•    Começa a querer ajudar nas tarefas domésticas, em especial se estas envolverem mexer em água.
•    Às refeições, depois de ter dominado a colher, seguem-se as tentativas com o garfo.

Mente

•    É cada vez mais persistente na defesa das suas ideias e daquilo que quer e deseja, usando todos os argumentos e ferramentas à sua disposição.
•    Os brinquedos perdem algum poder de atração, sendo substituídos pelos itens do dia-a-dia.
•    Pode desenvolver uma ligação muito estreita com um chamado «objeto de conforto» ou de transição: uma fralda ou peça de roupa, um peluche. Esse objeto ajuda-o a acalmar a ansiedade e dá-lhe segurança.


15.º Mês
Corpo
•    Veste algumas peças de roupa sem ajuda como, por exemplo, as meias.
•    É capaz de segurar uma chávena e beber por ela, derramando pouco ou nenhum líquido.
•    Ajoelha-se e baixa-se para se sentar, sem perder o equilíbrio.
Mente
•    Começa a querer ajudar nas tarefas domésticas, em especial se estas envolverem mexer em água.
•    Aprende a seguir instruções encadeadas.
•    Desenvolve o sentido das proporções e consegue perceber sem experimentar se um, por exemplo, um brinquedo cabe numa determinada caixa.
•    As características de temperamento e personalidade são cada vez mais evidentes e os adultos mais próximos começam a antecipar facilmente a forma como vai reagir a determinadas situações.

16.º Mês

Corpo

•    Todos os dias são perfeitos para explorar os cinco sentidos, em especial os que ajudam a explorar o espaço em redor.

Mente
•    Adora fazer rabiscos, seja em que superfície for. E, se for questionado, explica o que querem dizer os seus desenhos.
•    As birras podem tornar-se frequentes. Não espere que ele se acalme durante essas explosões que têm, na base, sentimentos de frustração com os outros ou com as suas próprias incapacidades. Também nada resolve castigá-lo nesses momentos. Uma boa estratégia é manter a calma e ele perceberá, mais tarde ou mais cedo, que a birra não o leva longe


17.º Mês


Corpo
•    Os dentes devem ser lavados desde que o primeiro rompe, mas é tempo de o deixar experimentar sozinho a pasta e a escova, mesmo se os retoques finais fiquem para um adulto.
•    Grande parte dorme agora apenas uma sesta diária, normalmente durante a tarde. É possível que, durante algumas semanas, este período de descanso pareça escasso mas que o da manhã pareça excessivo, o que leva alguns pais a aumentarem o tempo da sesta vespertina.

Mente
•    Começa a selecionar objetos por cores e formatos, fazendo grupos com os que são semelhantes.
•    O vocabulário pode chegar às 15 palavras ou mais e dão-se as primeiras tentativas para compor frases.
•    Uma das brincadeiras favoritas consiste em embalar os bonecos ou dar-lhes de comer, independentemente se se trata de um rapaz ou de uma rapariga.
•    É tempo de ser apresentado intensivamente às boas maneiras como «por favor», «obrigado» e «desculpe». Mas, como em muitos aspetos do comportamento, só adotará estes princípios se os vir replicados pelos adultos.


18.º Mês


Corpo
•    Desenvolve movimentos corporais cada vez mais precisos, assim como a motricidade fina. Jogar à bola e dançar tornam-se facilmente atividades favoritas.
•    Fica atraído por pequenos objetos do quotidiano que possa manipular na sua função como, por exemplo, botões, fechos de correr, velcro, embalagens, maçanetas de portas, telefones etc.
•    As escadas continuam a ser obstáculos estimulantes e, se deixando, gosta de as subir de gatas.
Mente
•    Compreende dez vezes mais do que o que fala.
•    Por vezes, aponta para alguém ou para algo quando está a falar dessa pessoa ou desse objeto.
•    Dá cada vez mais sinais de uma memória e imaginação sólidas, compreendendo que existem muito mais coisas e pessoas do que as que estão junto dele.
•    Alguns desenvolvem hábitos de conforto, como enrolar o cabelo nos dedos, embalar-se a si próprios ou chuchar no dedo. A maior parte abandona esses rituais antes da entrada na escola.


19.º Mês
Corpo
•    Por esta altura, alguns começam a controlar os esfíncteres – por exemplo mantendo-se secos durante três ou mais horas – o que pode abrir caminho a deixar a fralda, pelo menos durante o dia. Mas só o farão se estiverem preparados e há que estar atento aos sinais que indicam stresse ligado ao abandono das fraldas.
•    Aprende a morder, a assoprar e a dizer «chiu» com os lábios encostados ao dedo indicador.
Mente
•    Reconhece nomes, identidades e relações entre pessoas, mesmo que estas não estejam presentes.
•    Identifica partes do corpo pelo nome.
•    Começa a compreender o nonsense e ri-se, por exemplo, quando uma zebra é chamada de girafa ou um irmão é chamado de irmã.
•    Usa cada vez mais frases, por vezes de forma encadeada, seguindo raciocínios crescentemente complexos.


20.º Mês

Corpo
•    Depois de dominar a marcha, passa à corrida, com alguns sobressaltos pelo caminho mas sem tantos sustos como nas fases anteriores.
•    Tal como aconteceu anteriormente com os pés e as mãos, continua a descobrir o próprio corpo e é natural que chegue aos genitais. A manipulação é natural e apenas é motivo para alarme se se tornar obsessiva.
•    Os saltos entram igualmente no reportório da mobilidade.
•    Também experimenta dar pontapés na bola e lançá-la com a força dos braços.

Mente
•    Começa a compreender significados de expressões como «até logo», «só mais um bocadinho», «ontem», «hoje» e «amanhã» como determinantes de intervalos temporais.
•    Podem surgir comportamentos agressivos como bater, empurrar ou morder. Na base está, essencialmente a experimentação para determinar de que forma os outros agem e também um exercício de autodeterminação. Manter a calma mas não consentir estes comportamentos ensina-o que não são formas aceitáveis de agir.


21.º Mês

Corpo
•    A destreza aliada à força física crescente permite-lhe mover móveis pequenos, alterar a disposição de objetos, esvaziar gavetas e torná-las a encher.
•    Gosta de se pentear e de imitar os cuidados de higiene dos adultos.
•    Está cada vez mais atento ao controlo dos esfíncteres e muitos têm a capacidade de avisar que precisam de fazer chichi ou cocó. O que não significa que o façam sempre a tempo e horas. Mas há que elogiar todos os esforços.
Mente
•    Começa a utilizar a técnica do «faz de conta» durante as brincadeiras.
•    Percebe que um objeto pode estar escondido debaixo de várias camadas e não desiste até o encontrar.
•    Tenta persuadir os adultos a fazerem as coisas à sua maneira ou a deixarem-no agir sozinho. E mesmo que receba uma negativa como resposta, no dia seguinte fará nova tentativa.
•    Estranha quando rotinas diárias como a hora das refeições ou de dormir são alteradas.

22.º Mês

Corpo
•    É possível observar se usa mais a mão e o pé esquerdo ou os direitos. Perto de 20 por cento das pessoas são canhotas por determinação genética mas, durante a infância, muitas crianças apresentam comportamentos ambidextros, apenas definindo o lado preferencial mais tarde.
•    A manipulação fina já lhe permite jogar com puzzles ou brinquedos de dimensões reduzidas. No entanto, há que ter atenção aos perigos de inalação ou ingestão desses objetos.
Mente
•    Podem aparecer os medos, espoletados pela realidade – um cão que ladra ou um barulho súbito – ou pela fantasia – um monstro debaixo da cama.
•    Fica satisfeito quando consegue atingir um objetivo físico ou mental e frustrado quando não consegue lá chegar.


23.º Mês


Corpo
•    Corre, chuta e fica nas pontas dos pés sem qualquer tipo de ajuda.
•    Alguns abandonam as sestas diárias, ou pelo menos não as fazem todos os dias, o que não é problemático se dormirem suficientes horas durante a noite e estiverem bem nas horas de vigília.
Mente
•    Usa habitualmente frases com três ou mais palavras.
•    Cantarola melodias ou canta algumas canções simples.
•    É capaz de desenhar círculos, mais ou menos imperfeitos, e colorir figuras previamente desenhadas.
•    Compreende palavras opostas e o seu significado em contexto. Exemplos: alto/baixo, grande/pequeno, dentro/fora.
•    Tem cada vez mais gosto em brincar com os outros, sejam eles os pais, os irmãos ou crianças da mesma idade. É capaz de começar uma brincadeira e convidar outros a juntarem-se.


24.º Mês

Corpo

•    Gosta de desatarraxar tampas de frascos e domina todos os movimentos manuais giratórios, que são dos mais complexos a nível do processamento cerebral.
•    Consegue vestir-se e despir-se sozinho, com exceção de peças mais complicadas.
•    Consegue subir e descer escadas sem qualquer tipo de apoio, embora um pequeno obstáculo seja suficiente para o desequilibrar.
Mente
•    É fascinado por imitar todos os comportamentos adultos que observa.
•    Por vezes, sente-se excitado e até receoso da sua independência, o que pode ser confundido com timidez ou mau comportamento.
•    A memória permite-lhe recordar factos e/ou eventos ocorridos até vários dias antes.
•    Em média, possui um vocabulário de cerca de meia centena de palavras.


Texto Original aqui

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Em dia de Reis...o nosso é o Maior

O Dia de Reis nunca foi uma tradição seguida pela minha família nem, tanto quanto sei, pela do H. Mas de facto com crianças tudo ganha outro sentido e parece sempre importante viver intensamente cada data festiva.
Este ano fica marcado pela minha descoberta, tardia, do Bolo Rei. É verdade! Até aqui disse sempre não gostar e ontem cai na tentação de o provar e não é que gosto! A idade muda mesmo os nossos gostos.
Mas o melhor de tudo foi o trabalho que o meu Rei trouxe da escola. Uma coroa linda e cintilante que vai decorar um cantinho cá de casa. Adoro os seus trabalhos e derreto-me só de o imaginar a faze-los sem ter bem a noção do que está a fazer.

 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Os 5 erros mais comuns dos pais na hora das refeições

Quando li o titulo deste artigo pensei:  Isto vai parecer-me tão familiar! E foi.
À medida que estava a ler certificava-me que na hora das refeições cá em casa cometemos muitos erros.
Desde o inicio não criei grandes expectativas relativamente à hora das refeições. "faço assim", não permito que" não foram frases que adotasse para este tema. Só faço questão de que a alimentação dele seja muito variada para evitar que seja tão esquisito como eu fui.
Mas a verdade é certa, o meu lema é que ele coma. Com pinos, canções, vídeos, etc, etc, por vezes a obrigar, desde que considere que o que ele comeu é razoável, quero lá saber se as técnicas e estratégias que utilizamos são corretas ou não. Até porque o S. rejeita tudo até à primeira colher! E depois de provar analisa pormenorizadamente o que lhe estamos a dar olhando para o prato. Desconfiado, dizemos-lhe nós na brincadeira.
Mas não deixo de pensar no que abaixo li. Forçar, técnica da ultima colher (Barganhar - em português do Brasil) e brincar são os erros que cometemos cá em casa. Aliás, na hora da refeição somos muitos à mesa. Eu, o Pai, o S., o Panda, os Caricas, a Xana Toc Toc e mais uns quantos.
Aos 16 meses não consigo que ele compreenda que pode comer primeiro e depois pode ir brincar, ver desenhos animados ou ouvir musica. Cada coisa a seu tempo.

bebê comendo (Foto: shutterstock)


O pediatra Ary Lopes Cardoso, chefe de nutrição do Instituto da Criança da USP, recebe centenas de mães por ano que relatam como é a hora da refeição na casa delas. Com toda essa experiência, ele lista os equívocos mais comuns:

Forçar
É a melhor maneira de deixar a criança traumatizada e associar más lembranças a um alimento ou ao horário da refeição. Se estiver preocupada e nervosa a ponto de fazer isso, terceirize o momento da alimentação (para o pai ou a babá) até se sentir mais calma.
 
Barganhar
“Só mais uma colherada, vai?!” Frase típica, qual mãe nunca a pronunciou? Ou, então: “Experimente outra vez”, sendo que ele já testou e reprovou a comida nessa refeição. Não são argumentos produtivos, que estimularão a criança a se alimentar mais ou que a encorajarão a devorar algo que ele já disse que não quer. Valorize a quantidade que ele conseguiu comer e insista no alimento rejeitado, mas em outro dia.

Chantagear
Comida não é moeda de troca, portanto, nada de disparar frases como: “Se você comer isso, a gente faz aquele passeio que você quer ou eu compro mais um brinquedo para você”. Ao usar essa tática, você será a pior refém dela e seu filho sempre vai querer uma recompensa por algo que deveria ser natural (alimentar-se).

Brincar
Nada de ficar tentando distrair a criança para que ela “colabore” na hora de comer. Esse momento deve ser tranquilo, sem muitos estímulos (televisão ou tablet na mesa, nem pensar), de forma que o foco das atenções seja a comida.

Substituir
Internamente, você até pode pensar: “Coitado, não almoçou nada, vou dar uma mamadeira para ele”. Mas é melhor nunca fazer! Isso impedirá que seu filho cresça, se desvincule da mamadeira e aceite novas formas de se alimentar.


Texto reproduzido na integra. Original aqui

Oh Yeah!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Quando tudo te acontece na mesma semana

Não posso dizer que estas 2 ultimas semanas foram calmas. Aliás, foram de grande reboliço como há muito não sentia.
Começando na semana passada com a nossa ida, uma vez mais em trabalho, para os países do Báltico. Em pleno inverno é importante que a promoção, da parte do H. do destino, da minha parte do grupo hoteleiro que represento, seja feita de forma a dar frutos já a partir da próxima primavera. Correu tudo bem não fossem as saudades quase estrangularem-me a partir do terceiro dia. Aqui a ansiedade começou a crescer.
No regresso fui confrontada com voos em atrasos da TAP. Não era a melhor altura para isto me acontecer. Era a primeira vez que passava tanto tempo longe do S. e a vontade de chegar a casa era tanta que parecia que ia rebentar!
E verdade seja dita, infelizmente, a nossa companhia aérea nacional não prima pela pontualidade. E eu que o diga, que nunca, mas mesmo nunca embarco no horário inicialmente previsto. Com exceção do voo FAO - LIS ás 06h05 da manha. Depois de tanto tempo em viagens, voos e aeroportos começa a ser aborrecido, ainda mais quando, desta vez, o motivo pela pressa de chegar a casa é tão, tão grande.
Isto para não falar que a mesma companhia, 1 semana antes da viagem cancelou o voo direto TLL-LIS e a minha melhor opção foi TLL - AMS - LIS.
Chego ao destino final com 2 horas de atraso e para terminar em grande a minha bagagem, pela primeira vez, perdeu-se. Eu não queria acreditar! Mais do que o suposto valor financeiro é o valor emocional que as nossas coisas representam para nós e o imaginarmos as nossas coisas sabe-se lá onde e sabe-se lá com quem. Foram 6 longos dias sem a minha bagagem e sem os meus pertences pessoais que ontem ao meio dia chegou ao fim. A minha bagagem ficou em Amesterdão mas chegou intacta. Um sentimento de alivio enorme assim que vi que tinha tudo e uma felicidade enorme por hoje já poder "besuntar-me" com os meus cremes, perfume e maquilhagem. Capitulo 1 fechado.
O H. voltou a ir de viagem logo na segunda-feira. Regressa amanha. As 2 primeiras noites sozinha com o S. foram tranquilas, ontem adoeceu. Em passagem pelo hospital confirmou-se otite supurada (mais uma) e conjuntivite. Passou tão mal a noite, coitadinho, não me permite fazer nada para além de estar com ele ao colo ou pelo menos perto dele. Não há tempo para arrumações, organizar o que quer que seja quando estou sozinha com ele e ele se sente incomodado com alguma coisa. Nem tempo tenho para comer (o que até me dá jeito). Mas não é fácil perceber quando o S. tem uma otite (é a segunda que tem). Não faz febre, não se queixa quando lhe limpamos os ouvidos (diariamente depois do banho), o ouvido não tem mau odor. Enfim, foi um feeling que tive associado ao facto do S. ter ficado com o olho esquerdo vermelho após o banho.
Depois de uma semana fora do escritório, sem emails (que foi outra coisa boa que constatei quando cheguei a Vilnius), regressar como eu regressei é de pôr os cabelos em pé a qualquer pessoa impaciente como eu.
Exausta mas sobretudo completamente desorganizada, é como eu me sinto esta semana que quero que termine rápido. Amanha chega o H. e vamos para casa dos meus pais passar o fim de semana. Vai-me saber muito bem. E hoje o S. ficou a ser mimado pelos avós paternos por precaução e para descansar melhor. Tudo começa a recompor-se.
Moral da história, não terei outro remédio senão aprender a ser mais paciente perante imprevistos e com uma criança em casa, planos...só se forem para ser trocados. A vida não é uma linha recta.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

É Hoje! Dia Nacional do Pijama

Tive conhecimento desta causa através de uma rede social e quando soube que a escola do S. iria participar, fiquei super contente.
O Dia Nacional do Pijama tem lugar, todos os anos, no dia 20 de Novembro e tem como lema "crianças ajudam outras crianças - todas as crianças tem o direito de crescer numa familia". Esta é uma iniciativa da Mundos de Vida que tenta responder ás necessidades das crianças, pessoas séniores e suas famílias através desta e de outras iniciativas.
Neste dia, todas as crianças vão de pijama para a escola e têm uma serie de atividades lúdicas, educativas e solidárias centradas no tema.
Nós também já contribuímos, comprando o livro do ano passado, O Segredo dos Sabonetes,  para não estragar o fator surpresa com a história deste ano que é O Menino que não sabia brincar. Essa fica para o próprio dia, na escola.
Apesar de ser  Quinta-feira vamos tentar comemora-lo também cá em casa com algo novo. A solidariedade é um dos valores que gostava muito de passar ao S.
 
 
Algumas fotos da nossa manhã.



O meu Pijama's boy com cara de reguila


Também somos uma Família Pijama


Pronto para levar a Casinha dos Pijamas para a escola
 

O Melhor está p'ra vir - Hino Missão Pijama

Porque hoje é a musica que se impõe. E é linda.
Bom dia.
Feliz Dia do Pijama a todas as crianças.

 

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sugestão do Dia: Busaba Eathai Restaurant

O regresso de Londres é fresco e na sugestão do dia de hoje imediatamente me ocorreu registar um restaurante tailandês de que gosto muito, o Busaba Eathai Restaurant.
Descobri-o através de uma portuguesa a viver em Londres e adorei desde o primeiro instante. Ambiente informal, à media luz, com mesas grandes quadradas, propicias ao convívio, comida boa que nos mata a saudade dos verdadeiros sabores da Tailândia ao mesmo tempo que nos relembra os magníficos dias que eu e o H. lá passamos na lua-de-mel.
Preços simpáticos, quase sempre somos atendidos por portugueses amistosos com os quais trocamos  dois dedinhos de conversa. Há vários espalhados pela cidade mas nós gostamos de ir ao de Panton Street, perto de Piccadilly Circus. Atenção que os pratos identificados como "spicy" são mesmo picantes, daqueles em que devemos ter água por perto!
Para quem está em Londres ou pensa ir, e gosta de comida tailandêsa, aqui fica a dica.



 
 
 
 

(Des)aparecida

A ultima semana foi de grande ansiedade e que motivou o meu desaparecimento. Tirando as férias de Verão acho que nunca tinha estado tanto tempo sem escrever, ou pelo menos vir aqui dizer apenas bom dia.
No Domingo, dia 02, o S. fez 15 maravilhosos meses que coincidiram com a minha primeira saída profissional. Londres marcava o meu regresso a estas lides. Quase 2 anos passaram desde a ultima viagem estava eu grávida de quase 5 meses. E volto precisamente a Londres, cidade que será sempre especial e que marca, de certa forma, a existência do S. que foi carinhosamente tratado por "baby London" enquanto não soubemos o sexo. Mas marca também a primeira separação! A primeira vez que tive de deixar o S. para ir trabalhar, longe de casa. Por apenas 2 dias mas para mim tanto tempo sem estar ao lado dele. Foram dias angustiantes, uma lágrima aqui, outra ali, um sentimento de ansiedade que ele tão bem percebeu. Nos dias que antecederam a viagem ele não me largava. Não podia perder-me de vista que ia logo atras de mim. Agarrava-se ás minhas pernas. E eu também tinha necessidade de estar mais agarrada a ele.
Sair de casa foi surreal, pela primeira vez tive medo de não voltar! Passa-nos tudo, mas mesmo tudo pela cabeça. Tudo tem outra dimensão, até uma pequena turbulência sentida no avião.
Ele ficou bem entregue aos avós paternos. O papá também foi para Londres. No nosso caso não é um mas sim os dois com vidas profissionais que nos obrigam a viajar. Por isso acredito que só não me custou mais ainda porque tinha a companhia do H.
Durante o tempo de trabalho, foi bom o regresso. Soube bem reencontrar as pessoas, sentir a azafama da feira e das reuniões marcadas, comer as sandes do costume ao almoço, e os colegas de área notarem o nosso regresso, sair à noite para jantar e sentir o espirito cosmopolita tão próprio de Londres. Até a temperatura, este ano tão amena, ajudou a desfrutar mais deste tempo fora!
Foi bom, porque desta vez não andei nas compras para mim mas para o S. e já deu para sentir o espirito Natalício pois as ruas já estão todas decoradas assim como as lojas e as montras. Não tive muito tempo mas deu para passar na GAP e na Hamleys (Regent Street), este ultimo um mundo mágico de brinquedos para os miúdos mas que delicia os graúdos também.
Da GAP trouxe-lhe um conjunto de cachecol e luvas que ele ainda não tinha para o Inverno e uma T-shirt para os dias de ginástica. Fiquei maravilhada com a coleção de bebé. Linda, linda! Parte da coleção já tinha descontos mas o S. já está bem servido para esta estação e acabei por não aproveitar.
No Hamleys tive de fazer um esforço para não perder a cabeça e comprei-lhe o primeiro Playmobil, um guarda real londrino, que dificilmente encontraria cá, o primeiro livro em inglês, A lagarta comilona que faz parte do plano nacional e de leitura e, o meu presente favorito, um guarda chuva que quando está molhado muda de cor. Não resisti!

 
 
Regressei na Terça à noite e só escrevo hoje porque temos andando a matar saudades. Agarradinhos como namorados, com muitos mimos a pôr em dia.
 


Regent Street - O Algarve levou o Sol para Londres ;)

Hamleys

Interior do Hamleys que explica porque é muito fácil perder a cabeça.